Para mim, cada publicação não é apenas um trabalho técnico de edição, mas parte de uma cena que se constrói e molda minha trajetória pessoal e intelectual, um coletivo de criação e circulação de saberes.
Aliás, o Selo Filosofia de Combate (https://sites.google.com/view/filosofiadecombate/início) nasceu desse movimento e, a cada livro, reafirma-se enquanto espaço que permite dar voz às ideias, fazer da escrita lugar de resistência e cuidado, manter vivo o compromisso com a coletividade. Do ponto de vista pessoal, é também um espaço de criatividade e amadurecimento.
Esses novos títulos que agora chegam ao mundo são, para mim, um tributo à parceria, à amizade e à inspiração que encontro diariamente no convívio com o professor Eduardo.
Corporeidade (organizado por Eduardo) pairava no ar desde antes do início do selo editorial – e, enfim, tomou forma. Escrever um capítulo ao lado de tantas pessoas que respeito e admiro é algo que, há alguns anos, eu sequer poderia imaginar.
Já Leituras de Schopenhauer (escrito por Eduardo) é, eu diria, um livro-trajetória. Reflete vários anos de pesquisa do meu orientador, desde a época de seu doutorado, sob a orientação da professora Maria Lúcia Cacciola, por quem também nutro profunda admiração.
No processo, reli todos os textos que compõe a obra, inclusive aqueles que conheci antes de conhecer o professor, e que me trouxeram interesse em seus estudos.
Sinto-me grata e feliz pelos encontros que a vida tem possibilitado. Que sigamos fazendo dos livros não apenas objetos, mas encontros – entre pensamentos, afetos e experiências -, e que possam sempre circular de maneira viva.
