“A barca de Nosotros – Os rostos de Sade” consiste numa obra que se propõe a resgatar, ou ampliar, o potencial revolucionário da obra e do pensamento de Sade em pleno século XXI. Mas há outra novidade neste livro. Lolas pretende resgatar para os dias de hoje a mesma importância que Os 120 dias de Sodoma teve quando passou a fazer parte da sexta edição de Psychopathia sexualis de Krafft-Ebing. Digo isso porque, por meio de Sade, Lolas pretende obter do substantivo “monstro”, a mesma repercussão que o substantivo “perverso” teve para a psiquiatria forense e para a psicanálise freudiana, embora com novo sentido. Vejo esta intenção sendo desenhada por Lolas ao oferecer resposta à pergunta: Por que uma nova clínica e uma nova filosofia para nossos tempos de queers?
Trecho do prefácio de Francisco Verardi Bocca
Filosofía de Combate
28/08/2024